Jogadora de vôlei, Hélia Souza (a Fofão) participou de evento no Parque das Conexões, da Semana de Inovação 2020, e deu várias dicas sobre liderança, construção de uma carreira e criatividade para se reinventar

Ser atleta de classe mundial exige talento e sobretudo dedicação. E para ganhar todos os títulos possíveis de um esporte, um profissional precisa ter capacidade de realizar, obter resultados e, também, de se reinventar constantemente, assim como se faz numa empresa de tecnologia. Foi com essas mensagens que a jogadora de vôlei Hélia Souza, mais conhecida como Fofão, relembrou sua trajetória e deu dicas de como ter resiliência, perseverança e estilo pessoal na profissão.

“Um atleta passa por testes diários. Eu tive de demonstrar muita força, até para conquistar meu espaço. Pensava: se eu desistir, vou deixar meu sonho de vida”, disse Fofão, em conversa no começo da noite de hoje com Luanna Roncaratti, coordenadora geral de Pesquisa com Usuários na Secretaria de Governo Digital do Ministério da Economia.

Fofão ganhou medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, o título máximo alcançado pela seleção brasileira feminina de vôlei. Manteve-se competitiva em alto nível até os 45 anos de idade. Hoje, aos 50 anos, é embaixadora do esporte banco do brasil e faz planos de um dia voltar ao esporte e ser técnica de voleibol. “Desde os 17 anos, morei fora da casa dos meus pais, fazendo malas para viagem. Abri mão de ter uma vida social, não tive filhos e joguei até quando achei que o meu corpo estava bem.”

A trajetória vitoriosa exigiu uma transformação pessoal no início e uma necessidade de se reinventar para jogar em altíssimo nível. “Nunca imaginei que seria uma líder, pois não falo muito e sou tímida. Mas quando me dei conta, havia me tornado uma liderança para as outras jogadoras. Fui me adaptando, criando uma personalidade e me transformei. Deixei a timidez de lado ao entrar na quadra”, afirmou a ex-capitã do time que ganhou o primeiro ouro olímpico. 

Inovar sempre e não se acomodar viraram um mantra para a jogadora: “Todos os dias buscava melhorar, porque vi que precisava ser não apenas uma levantadora, mas uma organizadora do time. Se não me dedicasse, apareceria alguém mais jovem e tomaria o meu lugar”. Ela faz questão de citar o técnico José Roberto Guimarães, que a inspirou a sempre buscar a melhor forma de jogar.

A vida da jogadora virou o livro “Toque de gênio – as histórias e os exemplos de Fofão” e o filme documentário “Brilhante”. “Relutei muito em fazer uma biografia, disse que seria algo apenas para depois de aposentadoria. Foi uma emoção muito grande mostrar onde tudo começou para mim”, disse a campeã, que voltou a estudar, fez faculdade e virou comentarista de jogos de vôlei na televisão.  

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