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Texto Alternativo (Alt Text) para Imagens e Gráficos

Como escrever textos alternativos para elementos não textuais em documentos, cursos e páginas web, para que todos compreendam o conteúdo, inclusive quem usa tecnologias assistivas.

O que é?

Texto que transmite a mesma informação essencial que a imagem.

O texto alternativo (alt text) deve descrever o conteúdo ou a função da imagem para que pessoas que usam leitores de tela compreendam o material. Também aparece quando a imagem não carrega, garantindo acesso à informação mesmo sem o recurso visual. Deve ser curto e explicar o que a imagem significa no contexto, não só o que mostra. A mesma imagem pode ter alts diferentes conforme a situação.

Por que é importante?

Garante acesso para pessoas cegas ou com baixa visão; melhora usabilidade.

O texto alternativo permite que leitores de tela acessem conteúdos não textuais. Sem alt text, quem usa esses recursos fica sem informação. Também aparece quando a imagem não carrega, ajuda em conexões lentas e facilita que mecanismos de busca listem o conteúdo. Órgãos públicos devem usar texto alternativo por questão de direitos humanos e para cumprir a Lei Brasileira de Inclusão (LBI). Use alt vazio (alt="") em imagens decorativas para que o leitor de tela as ignore.

Quando utilizar?

Sempre em imagens informativas (gráficos, ícones, mapas, fotos).

Imagens informativas: transmitem dados ou instruções (gráficos, mapas, diagramas, ícones em botões). Precisam de alt text.

Imagens decorativas: não trazem informação, apenas ilustram ou embelezam. Devem usar texto alterantivo vazio (alt="") para serem ignoradas por leitores de tela.

Imagens complexas (gráficos e infográficos): além do alt text, ofereça também uma descrição detalhada ou uma tabela com os dados.

Como aplicar?

Frases curtas (até 125 caracteres), claras e sem redundância.

  • Escreva de forma concisa (até aproximadamente 125 caracteres).
  • Evite redundância, como: “imagem de”, “foto de”. Prefira informar o tipo de imagem, como: "infográfico de", "ilustração de".
  • Evite excesso de detalhes irrelevantes.
  • Foque na função e significado.
  • Descreva o que a imagem comunica, não os detalhes visuais.
  • Adapte ao contexto: a mesma foto pode ter descrições diferentes em documentos distintos.
  • Em gráficos, úse alt text curto e descrição longa/tabela.
  • Em infográficos, além do alt text curto, inclua um texto explicando os principais dados ou uma tabela acessível.
  • Em ícones, descreva a ação, não a forma (“Buscar” em vez de “lupa”).

Método de verificação

Conferir com leitores de tela (NVDA, JAWS) e ferramentas automáticas (WAVE, Axe).

  • Além da checagem automática, é essencial navegar com um leitor de tela real. Testes com usuários garantem se a mensagem está sendo transmitida naturalmente.
  • Teste manual com leitores de tela: NVDA (Windows, gratuito), JAWS (Windows, pago), VoiceOver (Mac/iOS), TalkBack (Android).
  • Ferramentas automáticas: WAVE, Axe, Lighthouse (detectam ausência de alt, mas não a qualidade).
  • Confirme se imagens decorativas são ignoradas (alt="") e se descrições longas estão acessíveis.

Exemplos

Use descrições que transmitam o significado da imagem; evite textos genéricos ou redundantes.

Corretos:

  • “Mapa do Brasil com estados do Nordeste em azul” (gráfico informativo).
  • “Abrir pesquisa” (ícone de lupa em botão).
  • alt="" em imagem de fundo meramente decorativa.

Incorretos:

  • “imagem1.png” (nome de arquivo).
  • “Gráfico bonito” (sem informação).
  • Repetir legenda no alt text.
  • Descrição excessiva: “Foto colorida de um homem sorridente com camisa azul…” quando o contexto não exige.

O que não fazer?

Não confunda imagem decorativa com informativa; não crie “pintura verbal” (detalhes irrelevantes); não aplique descrição longa em gráficos.

  • Não aplique excesso de palavras.
  • Não ignore o contexto, pois a descrição deve refletir o significado da imagem naquele material.
  • Não deixe diagramas sem explicação acessível, pois o usuário pode perder informações importantes.
  • Não use texto alternativo vago (como ‘imagem de’), pois dificulta a compreensão da informação pelo usuário.
  • Não repita legenda, pois torna a informação redundante e cansativa.
  • Não aplique descrições longas em gráficos, pois impede que o usuário o acesso ao dado.
  • Não insira texto alternativo em imagens decorativas, pois faz o leitor de tela anunciar conteúdo irrelevante, atrapalhando a navegação.

Normas de referência

WCAG 1.1.1; NBR 17225; eMAG; Lei 13.146/2015.

  • A WCAG 2.1 (critério 1.1.1) estabelece que todo conteúdo não textual deve possuir uma alternativa textual equivalente.
  • O eMAG é a diretriz brasileira para acessibilidade em governo eletrônico.
  • A NBR 17225 complementa a adoção das WCAG no Brasil.
  • A LBI - Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) reforça a obrigatoriedade legal de acessibilidade comunicacional em órgãos públicos.

Outras normas relacionadas:

  • A WCAG 1.3.1 trata de informações e relações, reforçando que gráficos e tabelas devem ser representados de forma semântica, não apenas visual.
  • A NBR 9050, embora voltada a acessibilidade física, também destaca a importância de comunicação inclusiva, que se conecta ao uso de descrições adequadas.

Saiba mais

Boas práticas em alt text, exemplos, curso e ferramentas.