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Debate destaca regeneração dos ecossistemas como eixo da justiça climática

Ativista Kamila Camilo defende regeneração ambiental como resposta à crise climática e fala sobre a importância das políticas públicas

Publicado em: 02 de Outubro de 2025

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O último dia da Semana de Inovação 2025, realizado nesta quinta-feira (02/10), trouxe a agenda ambiental para o centro do debate. A fundadora do Instituto Oyá, Kamila Camilo, apresentou a palestra “Regeneração como caminho: da justiça climática à economia regenerativa”, promovida pela Finep e pela Curadoria Ativa. Em sua fala, a ativista destacou as projeções preocupantes sobre os impactos do aquecimento global, a dependência econômica dos serviços ecossistêmicos e a necessidade de políticas públicas eficazes para enfrentar a crise climática.

Muito além da ideia de restabelecer áreas degradadas, Kamila defendeu a adoção de medidas efetivas de regeneração dos ecossistemas. Ela traçou um panorama sobre os efeitos da exploração intensiva dos recursos naturais e alertou para o risco de colapso dos biomas sem mudanças estruturais. Ela apresentou dados do Planetary Health Check 2025, que apontam alterações no pH dos oceanos, aumento das temperaturas globais e elevação do nível do mar. “Sem justiça climática, não é possível promover regeneração”, afirmou ela.

O estudo apresentado também mostra que mais de 60% dos negócios no mundo dependem diretamente da natureza e do funcionamento equilibrado dos ecossistemas. “Mesmo diante de evidências científicas, o mercado manteve a crença equivocada de que poderia seguir extraindo recursos sem enfrentar consequências ambientais. Se não pensarmos na natureza como política pública e ferramenta de melhorias, só vamos reproduzir os comportamentos colonizadores e extrativistas que observamos ao longo dos anos”, disse ela.

Kamila, que já integrou conselhos de institutos como Igarapé, Talanoa, Arredondar e Casa Galileia, lembrou que questões ambientais não podem ser tratadas de forma linear, especialmente diante da proximidade da COP30, que será sediada em novembro, em Belém (PA). Para ela, a regeneração é uma luta coletiva. Ao encerrar sua fala, reforçou que atitudes individuais, como economizar água ou reduzir o uso de plástico, têm relevância, mas não substituem a responsabilidade das indústrias, que “respondem pela maior parte dos impactos ambientais”.

Sobre a SI 2025
A Semana de Inovação 2025 é realizada pela Enap em parceria com a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Tribunal de Contas da União (TCU). Nesta edição, inclui a parceria do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Ministério da Saúde.

O patrocínio master é da Caixa Econômica Federal. Também são patrocinadores a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev), a Itaipu Binacional, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), o Tik Tok, o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), o Banco do Nordeste do Brasil, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Governo do Brasil.

O evento conta com apoio da Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF) e da Fundação Dom Cabral.