Plano Clima é debatido em mesa-redonda preparatória para a COP30
Atividade realizada na Semana de Inovação 2025 discutiu governança participativa e destacou o papel estratégico do Brasil nas negociações climáticas
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A Semana de Inovação 2025 abriu espaço, nesta terça-feira (30/09) para um dos temas centrais da agenda internacional deste ano: a preparação para a COP30, que será realizada em novembro, em Belém (PA). A mesa-redonda “COP30 e Plano Clima: participação por políticas climáticas inclusivas” reuniu autoridades e especialistas para discutir como a governança participativa fortalece a formulação e a implementação das políticas climáticas no Brasil.
O debate foi moderado por Carla de Paiva Bezerra e contou com a presença do secretário nacional de Participação Social, Renato Simões, da diretora de Programas da Plataforma Cipó, Mariana Rondon, do representante da Alternativa Terra Azul, Pedro Ivo Batista, e do secretário nacional de Mudança do Clima, Aloísio Melo. A atividade reforçou que o Plano Clima, lançado pelo governo federal, é peça estratégica para orientar ações de mitigação e adaptação até 2035, articulando setores diversos e garantindo transparência às políticas públicas.
Segundo Simões, o plano está estruturado em dois eixos principais: mitigação, que define metas quantitativas para cada setor e estimula a transformação tecnológica, e adaptação, que estabelece estratégias nacionais para enfrentar os impactos da crise climática. Ele destacou que o documento vai além dos compromissos ambientais, ao buscar enfrentar desigualdades históricas e fortalecer a resiliência social. “É necessário um movimento global, em que todos os países se comprometam a reduzir as emissões e, ao mesmo tempo, considerar a visão social em suas estratégias para enfrentar os impactos climáticos”, afirmou o secretário nacional de Participação Social.
A diretora da Plataforma Cipó ressaltou a dimensão transversal do processo de construção do plano, que envolveu conselhos nacionais, universidades, ministérios e a sociedade civil organizada. Para ela, “o objetivo não é apenas ampliar a qualidade das contribuições, mas consolidar uma agenda política capaz de integrar sociedade civil e instituições públicas”.
O Plano Clima foi elaborado a partir de consultas digitais, plenárias em todos os biomas e processos de escuta pública, o que busca garantir legitimidade e fortalecer sua implementação. O documento também serviu de base para a nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil, que prevê a redução de 59% a 67% das emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2035, o equivalente a 850 milhões a 1,05 bilhão de toneladas de CO₂ equivalente.
Com metas ambiciosas e participação social inédita, o Plano Clima se consolida como a principal credencial brasileira para a COP30. O documento projeta o país como liderança do Sul Global, reforça sua posição geopolítica e amplia as condições para atrair investimentos e cooperação internacional em políticas climáticas.
Ao integrar a programação da Semana de Inovação, a mesa-redonda mostrou como o debate sobre inovação na gestão pública também é essencial para fortalecer compromissos internacionais e preparar o Brasil para o protagonismo na conferência climática de Belém.
Sobre a SI 2025
A Semana de Inovação 2025 é realizada pela Enap em parceria com a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Tribunal de Contas da União (TCU). Nesta edição, inclui a parceria do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Ministério da Saúde.
O patrocínio master é da Caixa Econômica Federal. Também são patrocinadores a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev), a Itaipu Binacional, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), o TikTok, o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), o Banco do Nordeste do Brasil, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Governo do Brasil.
O evento conta com apoio da Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF) e da Fundação Dom Cabral.