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Enap promove roda de conversa sobre paternidade e modelos familiares da atualidade

Evento em homenagem ao Dia dos Pais debateu afeto, desafios e pluralidade dos arranjos familiares contemporâneos

Por: Karenina Cabral

Publicado em: 13 de Agosto de 2025

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Bell Vilanova

Nesta quarta-feira (13), a Escola Nacional de Administração Pública (Enap) realizou a roda de conversa “Paternidade (s) possíveis e seus novos paradigmas”, reunindo servidores, servidoras e seus respectivos companheiros em um debate sobre os desafios e as transformações da parentalidade nos dias atuais.

O evento, restrito aos colaboradores da Enap, buscou a inclusão de famílias com diferentes configurações familiares, como pais e mães solteiros, casais homoafetivos e adotivos, o que reforçou a importância da diversidade no tema.

No auditório, a presença paterna se tornou o ponto culminante do debate, com frases como: “O afeto é muito importante para os filhos. Para dar afeto, é preciso ter um olhar mais amoroso consigo”; “Precisamos estar conectados a todo o momento, pois o afeto forma o ser humano”, e “Quando estamos perto daqueles que amamos, tudo fica perfeito”.

As mudanças no modelo familiar brasileiro foram abordadas, com o fato das aproximadamente 70 milhões de famílias existentes no Brasil, 5 milhões de crianças não têm o nome do pai no registro, e 42% dos lares são chefiados por mulheres, seja pela ausência paterna ou pela participação dos homens nos cuidados domésticos e com as crianças.

A coordenadora-geral de Gestão de Pessoas da Enap, Marcela Shakir, reforçou o objetivo do evento, em criar espaços de diálogo e fortalecer o ambiente de trabalho e as relações familiares e sociais. “Esse é um tema sensível a todos nós e, por meio desse encontro, podemos ter um olhar mais empático e humano com todos aqui presentes.”

O servidor Franco Cesar Bernardes propôs uma reflexão sobre a paternidade além do modelo tradicional. “A maior dificuldade é se colocar em uma posição vulnerável, uma vez que estamos lidando com um modelo social patriarcal que não beneficia homens e mulheres”, defendendo relações mais leves e afetivas entre pais e filhos.

Já a servidora e apresentadora do evento, Elizete Frasão, afirmou sobre a necessidade do debate inspirar “reflexões que promovam respeito pela diversidade, colaboração e empatia”.