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Líder indígena defende mais representatividade na COP30

A pauta foi levantada durante workshop que simulou as negociações da conferência internacional

Por: Letícia Maciel

Publicado em: 02 de Outubro de 2025

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A líder indígena Braulina Baniwa defendeu a ampliação da abrangência das vozes ativas na 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que será realizada em Belém, no mês de novembro. Ela participou de atividade nesta quinta-feira (02/10), terceiro dia da Semana de Inovação 2025. A ativista apontou a atuação dos povos indígenas na proteção da biodiversidade, assim como as barreiras encontradas para participação ativa na COP30.

“A COP30 não é do Pará e nem a Amazônia, é do Brasil e do mundo. Para nós, é essencial ocupar esse lugar de fala e apontar como não nos vemos nesse processo”, disse Braulina. “A simulação de hoje é importante para trazer a importância de nos colocarmos nos espaços de se colocar à disposição para dialogar”, acrescentou ela.

O workshop foi conduzido por uma equipe da organização EcoUni. Durante a atividade, os participantes puderam mergulhar em um ambiente de negociações sobre temas globais, como meio ambiente, desenvolvimento social, tecnologia e indústria, dentre outros.

“A gente trabalha com educação regenerativa e socioambiental. Quem nunca esteve numa COP vai poder aprender sobre o funcionamento das negociações”, explicou a consultora de negócios sustentáveis e educação, Helena do Val, uma das mediadoras do workshop. Ela também reforçou a importância de ampliar a representatividade na conferência. “É necessário olhar para essa pauta e escutar as diferentes vozes para que a gente possa, de fato, construir novos caminhos que promovam uma transformação”, declarou ela.

De acordo com a diretora presidente da instituição LaClima, Flávia Bellaguarda, o momento é um convite para entrar no espaço da ONU. “A COP30 é histórica não só por estar no território amazônico, mas também por celebrar os 10 anos do Acordo de Paris”, disse Flávia, que também conduziu o workshop. “Acompanhar as negociações é muito mais sobre entender o mundo do que salvar o mundo”, resumiu ela.

Durante o workshop, os presentes foram convidados a pensar e propor sobre o legado que o setor público deseja construir na COP30, de modo a promover mudanças no cenário socioambiental no Brasil. A analista em advocacy, Melissa Bitencourt, uma das participantes da atividade, a ocasião foi uma oportunidade para ampliar seus conhecimentos. “Aproveitei esse espaço de simulação para entender mais sobre como funciona o evento, a perspectiva de tempos e de como o setor privado e a sociedade civil podem ser mais ativos na COP30”, afirmou Melissa.

Sobre a SI 2025
A Semana de Inovação 2025 é realizada pela Enap em parceria com a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Tribunal de Contas da União (TCU). Nesta edição, inclui a parceria do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Ministério da Saúde.

O patrocínio master é da Caixa Econômica Federal. Também são patrocinadores a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev), a Itaipu Binacional, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), o Tik Tok, o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), o Banco do Nordeste do Brasil, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Governo do Brasil.

O evento conta com apoio da Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF) e da Fundação Dom Cabral.