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Valorização de saberes indígenas na área da saúde fortalece políticas públicas mais inclusivas e inovadoras

Atividade realizada na Semana de Inovação destacou práticas ancestrais como base para inclusão de comunidades originárias

Publicado em: 30 de Setembro de 2025

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Divulgação/Enap

A mesa-redonda “Inovação com Base Ancestral: Medicinas Indígenas no SUS” reuniu especialistas para refletir sobre o papel das práticas tradicionais de saúde no sistema público brasileiro. O encontro tratou ainda do diálogo entre comunidades indígenas, ciência e Estado no fortalecimento de políticas públicas mais inclusivas. O debate foi parte da programação do primeiro dia da Semana de Inovação 2025, promovido pela Enap, em Brasília.

A discussão foi conduzida pelo jornalista Marcelo Leite, colunista de ciência da Folha de S.Paulo, e contou com a participação da coordenadora do Departamento de Mulheres Indígenas da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme), Elisa Pankararu, do físico e professor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Dráulio de Araújo, e do especialista em saúde mental e militante da saúde indígena, Ednaldo Rodrigues Xucuru.

Elisa destacou que o SUS atende os povos originários, mas que estes mantêm seus próprios sistemas de cuidado. “Nossos povos indígenas têm seus sistemas de saúde, com formas e práticas próprias de cuidado”, afirmou ela.

Araújo apresentou o contexto científico do uso da ayahuasca em tratamentos de saúde. "Essas substâncias possibilitam vivências semelhantes às experiências que temos durante o sono e, muitas vezes, são equivocadamente chamadas de alucinação. Na verdade, fazem parte de um processo terapêutico”, afirmou.

Em sua exposição, Xucuru ressaltou a relevância do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, criado pelo SUS em 1999, mas alertou para as dificuldades ainda enfrentadas. “Os sistemas oficiais biomédicos ainda têm muitas barreiras de diálogo, o que dificulta os primeiros acessos”, disse ele.

O debate apresentou a valorização dos saberes indígenas na área da saúde como um caminho para fortalecer políticas públicas mais inclusivas e inovadoras. Ao integrar práticas ancestrais, ciência e gestão pública, abre-se espaço para ampliar o acesso, reduzir desigualdades e repensar o cuidado oferecido pelo SUS.

Sobre a SI 2025
A Semana de Inovação 2025 é realizada pela Enap em parceria com a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Tribunal de Contas da União (TCU). Nesta edição, inclui a parceria do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Ministério da Saúde.

O patrocínio master é da Caixa Econômica Federal. Também são patrocinadores a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev), a Itaipu Binacional, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), o TikTok, o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), o Banco do Nordeste do Brasil, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Governo do Brasil.

O evento conta com apoio da Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF) e da Fundação Dom Cabral.