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Oficina explora imaginação institucional para enfrentar desafios do setor público

Gestores e especialistas participaram de atividades práticas na Semana de Inovação com foco em estruturas adaptáveis e soluções integradas

Publicado em: 02 de Outubro de 2025

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A oficina “Imaginação Institucional: repensando organizações e sistemas públicos”, promovida nesta quinta-feira (02/10) durante a Semana de Inovação 2025, reuniu gestores para refletir sobre os alicerces das instituições públicas em contextos complexos e incertos. Coordenada pelo The Institutional Architecture Lab (TIAL). A atividade foi conduzida pelo coordenador de comunidade do TIAL, Caio Werneck, pela analista de pesquisa do TIAL, Natalia Oliveira, e pelo cofundador do Transition Collective e professor da Universidade de Tecnologia de Sidney, Christian Bason. Eles aplicaram exercícios práticos de imaginação coletiva para apoiar processos de desenho institucional mais sólidos e adaptáveis.

Na abertura, Werneck ressaltou a importância de questionar imagens cristalizadas sobre o papel do Estado e das organizações públicas. “Essas ideias muito fixas às vezes limitam o que a gente pode fazer nesse processo de transformação”, disse ele. Para introduzir a proposta do TIAL, Werneck trouxe duas metáforas: a da arquitetura, “como se estivéssemos construindo um prédio, algo sólido, que funcione e tenha valor para as pessoas”, e a do cultivo, que remete às instituições como “jardins e ecossistemas que precisam de adaptação, cuidado e colaboração para florescer”.

“Estamos vivendo um momento de crises climáticas, transformações sociais e mudanças na segurança em vários países. O Brasil, por exemplo, será protagonista dessas discussões com a COP nas próximas semanas”, ressaltou Bason. Ele reforçou que os desafios atuais exigem novas formas de imaginar o setor público e defendeu que as instituições sejam repensadas não apenas para oferecer soluções imediatas, mas para sustentar transições de longo prazo.

Bason também salientou o papel da comunicação como motor de mudanças. “Precisamos contar uma história clara a respeito de onde queremos ir, por que estamos fazendo algo e como motivar as pessoas a se engajarem nessa jornada”, afirmou ele. O professor lembrou que grandes transformações só acontecem quando há uma narrativa capaz de unir governos, sociedade civil e cidadãos em torno de um propósito comum.

Seguindo a discussão sobre inovação institucional, Natalia enfatizou a necessidade de repensar estruturas já existentes e articular soluções para desafios complexos. “Muitos modelos atuais já mostram sinais de estagnação. Precisamos imaginar novas arquiteturas que conectem diferentes campos, temas e atores, incorporando inovação, cuidado e contexto ambiental nos processos de desenho institucional”, disse ela.

Natalia apresentou exemplos de como a arquitetura institucional pode responder a desafios ambientais, alinhando-se ao espírito da Semana de Inovação. Ela destacou o programa Desafio da Amazônia, que fortalece arranjos institucionais na região combinando ciência, saberes tradicionais e políticas públicas para criar soluções integradas e adaptadas à realidade local.

Oficina
Ao final das apresentações, os participantes da atividade realizaram exercícios práticos de desenho institucional em grupos, explorando escalas municipal, federal e amazônica. O objetivo foi combinar criatividade e análise estratégica, permitindo que os participantes experimentassem soluções inovadoras para os desafios climáticos, discutindo alternativas e explorando diferentes formatos institucionais

Os participantes da oficina experimentaram na prática o desenho institucional, identificando lacunas, explorando soluções e discutindo como tornar políticas públicas mais efetivas. Os grupos ressaltaram a importância de integrar conhecimentos já existentes, engajar cidadãos nos processos decisórios e combinar diferentes arranjos institucionais, reforçando que inovação e execução caminham juntas para enfrentar desafios complexos de forma mais criativa e adaptável.

Sobre a SI 2025
A Semana de Inovação 2025 é realizada pela Enap em parceria com a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Tribunal de Contas da União (TCU). Nesta edição, inclui a parceria do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Ministério da Saúde.

O patrocínio master é da Caixa Econômica Federal. Também são patrocinadores a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev), a Itaipu Binacional, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), o Tik Tok, o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), o Banco do Nordeste do Brasil, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Governo do Brasil.

O evento conta com apoio da Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF) e da Fundação Dom Cabral.